terça-feira, 23 de janeiro de 2018

OURO PRETO - Roteiro de 3 dias



Olá, pessoal! Janeiro (2018) finalmente chegou e com ele, nossas tão merecidas e esperadas férias! E não podia ser diferente, tinha que rolar uma viagem bacana pra gente se divertir de montão, e depois compartilhar tudinho com vocês. O destino escolhido dessa vez pelo O Blog de Nós 2 foi OURO PRETO, essa cidade belíssima das Minas Gerais, considerada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO desde 1980 - um verdadeiro museu a céu aberto. Ouro Preto é um lugar cheio de história, arte e cultura! Impossível não se apaixonar por essas bandas.
Fizemos 3 dias e ½ em Ouro Preto (quarta, quinta, sexta e sábado até a hora do almoço). Durante esses dias, estivemos também em Mariana (outra cidadezinha histórica bem próxima). Sábado à tarde, partimos para Belo Horizonte para passar dois dias com uma amiga querida (Lany Andrade) que mora na capital mineira. Vamos deixar aqui um roteiro passo a passo. Esperamos que se inspirem, que fiquem com vontade de conhecer as cidades e aproveitem ao máximo as nossas dicas!

E pra começar, um pouquinho da história de Ouro Preto:
Importante cidade dentro do ciclo do ouro no Brasil, Ouro Preto conta com um projeto arquitetônico memorável. Foi fundada no início do século 18, sendo a primeira capital do estado de Minas Gerais. Inicialmente, a cidade se chamava Vila Rica e foi palco de momentos históricos, como a Inconfidência Mineira, cujo os personagens já são nossos velhos conhecidos: Joaquim José da Silva Xavier - o Tiradentes, Claudio Manuel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga, entre outros. Ouro Preto só deixou de ser a capital mineira em 1897, quando Belo Horizonte tomou seu lugar.
A cidade também é emblemática pela figura do seu grande artista barroco, Aleijadinho. Suas obras estão espalhadas por toda Ouro Preto. Algumas são “atribuídas a ele”, ou seja, é pra gente ficar com a pulga atrás da orelha mesmo! Mas independentemente dessa questão de “ser ou não ser”, a cidade está lá exalando arte, beleza e cultura por todos os cantos e isso, nada nem ninguém lhe poderá tirar. A extração do valioso mineral teve seu fim faz tempo, é claro! A Vila já não é mais Rica - Porém, continua sendo de Ouro!


Escolha dos dias:
Já que janeiro é alta temporada e geral está de férias, acabamos optando por começar nossa viagem no meio da semana. Ouro Preto é uma cidade pequena. Turistas costumam escolher um fim de semana para visitar. Nossa ideia era tentar fugir um pouquinho da muvucada. E funcionou! Atenção: Quase tudo na cidade fica fechado às segundas-feiras, então, evite este dia.


Onde ficar em OP?!
Há hotéis, pousadas e albergues de todos os gostos e preços em Ouro Preto. Tem Airbnb, também. Como vocês sabem, nunca nos hospedamos em lugares chiques e caros. Como não estamos montados na grana, temos que dispensar o luxo dos hotéis 5 estrelas. #mundocruel 😜
Tudo que queremos é apenas um lugar simples, bem centralizado, limpo, com uma cama confortável para descansar no fim do dia e um banheiro só pra gente e então gastar nosso suado dinheirinho de professor com outras coisas durante a viagem.
Pesquisamos com quatro meses de antecedência no Booking.com e achamos o que queríamos! Escolhemos o Pouso das Glicínias, que na verdade nem chega a ser um albergue ou pousada, mas algo no estilo B&B, bed & breakfast (cama e café da manhã) - simplinho mesmo mas que atendia às nossas necessidades listadas acima perfeitamente! Foram três diárias por R$ 450,00 para um quarto com cama de casal confortável e banheiro privativo, e café da manhã bem gostosinho incluso. Localização perfeita! De lá, íamos pra qualquer lugar à pé mesmo. Estávamos hospedados bem no Centro Histórico, mas numa rua tranquila. Melhor, impossível! A proprietária, Dona Líria, é extremamente atenciosa, mega simpática, um amor de pessoa, e que fazia de tudo para nos sentirmos em casa. Foi muito bom!

Como chegar a Ouro Preto?
De avião - Não há aeroporto em Ouro Preto! Quem, por algum motivo, preferir ir de avião, o aeroporto que recebe voos de todas as partes do Brasil é o de Belo Horizonte - Confins. De lá, é preciso ver um meio terrestre para chegar até a cidade que fica a uns 140 kms de distância, aproximadamente duas horas de estrada.

De carro - Para quem vai do Rio a OP, percorrerá um trajeto de 400 km pela BR_040. O tempo médio de viagem é de aproximadamente 6 ou 7 horas, dependendo do trânsito.

De ônibus - Esse foi o nosso jeito de chegar! Fomos de ônibus, pela ÚTIL. A passagem Rio (Rodoviária Novo Rio) → Ouro Preto pode ser comprada pela Internet e custa por volta de R$100,00 (convencional) e R$140,00 (executivo) e a viagem dura aproximadamente 6 horas e meia. Tem ônibus saindo do Rio às 23:30 da Rodoviária Novo Rio e chegando em OP às 6:00 ou ônibus de 7:30 chegando às 13:00. Escolhemos viajar durante a madrugada quando não há trânsito, já está mais fresco e vamos dormindo. A rodoviária de OP fica a 1 km do local onde ficamos hospedados. Dá pra ir à pé ou pegar um táxi se você estiver com mala pesada.

Táxis em Ouro Preto: Quanto aos táxis, estes NÃO têm taxímetros. Isso pode ser um problema. Pagamos, um dia, R$ 25,00 para percorrer 2 km. Carinho, né? Não existe Uber por lá. Já ouvimos pessoas reclamando de preços abusivos principalmente em épocas quando a cidade fica mais cheia, tipo Carnaval. Então, fiquem de olho!


É preciso carro em Ouro Preto? - Alguns amigos nos perguntaram...
Muito honestamente, NÃO há necessidade alguma. Quando pensamos em viagem + carro, pensamos em Orlando (EUA), por exemplo. Orlando é um exemplo clássico de uma cidade em que os turistas precisam de um veículo para se locomover. Como falamos anteriormente, fomos e voltamos de ônibus e durante a nossa estadia, visitamos a maioria dos pontos turísticos à pé mesmo. O restante foi de transporte público, trem (da Vale) e pouquíssimas vezes de táxi.
É claro que se você está viajando com pessoas idosas e/ou com dificuldade de locomoção, crianças de colo ou deficientes, aí é outra história. Mas fora isso, é totalmente possível passear pela cidade sem carro. Sem contar que você não terá o estresse de de ter que achar lugar para estacionar naquela pequena cidade de ruas estreitas!


Dica importante:
Há muitas ladeiras em Ouro Preto, ruas íngremes e muitas vezes irregulares. Vá com disposição e use calçados confortáveis. É um sobe e desce frenético! Quando chove, as calçadas ficam escorregadias. Então, nada melhor do que um tênis.


Roteiro: O que fazer em Ouro Preto?
A grande verdade é que quando começamos a planejar nossa viagem a Ouro Preto, nos demos conta que há muitas igrejas, museus, atrações,… Um zilhão de coisas para conhecer! Mas, infelizmente, não tínhamos tempo para tudo aquilo. Quando forem a Ouro Preto, tentem focar no que realmente vale a pena! Ou no que você pode e/ou está super afim de conhecer durante o tempo em que for passar lá. Foi o que fizemos!
Vamos, então, começar com algo mais direto ao ponto e uma tabelinha de sugestões que resolvemos chamar de: OS IMPERDÍVEIS DE OURO PRETO.
(Coloque seu celular na horizontal para ver a tabela)
OS  IMPERDÍVEIS DE OURO PRETO
IGREJAS
MUSEUS
OUTRAS ATRAÇÕES


* Igreja de São Francisco de Assis
* Igreja Nossa Senhora do Carmo
* Basílica de Nossa Senhora do Pilar
* Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos
* Igreja Matriz de Santa Efigênia
* Capela do Padre Faria
* Igreja Nossa Senhora da Conceição (fechada)


* Museu da Inconfidência
* Casa dos Contos
* Museu de Arte Sacra
* Museu do Oratório
* Museu de Ciência e Técnica (Escola de Minas)
* Museu Casa dos Inconfidentes
* Museu do Aleijadinho (fechado)


* Praça Tiradentes
* Rua Conde de Bobadela
* Casa da Ópera - Theatro Municipal de OP
* Feira de Pedra Sabão
* Passeio no Trem da Vale (Ouro Preto - Mariana)
* Mina da Passagem (entre Ouro Preto e Mariana)
RESTAURANTES
CAFÉS


* Bené da Flauta
* Restaurante Senhora do Rosário
* Escadabaixo
* O Passo Pizzajazz
* Sete de Ouros
* Fogo de Barro (bem popular)

* Villa Koa Boutique Café
* Chocolates Ouro Preto


Dia 1 - FRENÉTICO!
Prepare-se! Tem muitas coisas pra fazer. Resumindo:
* Café da manhã no Senhora do Rosário
* Basílica Menor de Nossa Senhora do Pilar
* Museu de Arte Sacra
* Museu Casa dos Contos
* Praça Tiradentes
* Feira de Pedra Sabão
* Passeio com um grupo & guia turístico numa van:
Museu Casa dos Inconfidentes
Almoço no Restaurante Sete de Ouros
Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos
Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Brancos (Capela do Padre Faria)
Igreja Matriz de Santa Efigênia
Minas do Palácio Velho
Ponte dos Suspiros
Loja de Pedra Sabão e Artesanatos
Mirante do Morro São Sebastião
* Villa Koa Boutique Café
* Jantar no Bené da Flauta


Café da manhã no Senhora do Rosário
Nosso primeiro dia foi frenético. Ao fim dele, nos espantamos ao recordar quantas coisas havíamos feito! Então, para encarar esse roteiro, na boa, tem que ter DISPOSIÇÃO. Se você faz o estilo preguiçoso-sedentário-morri e esqueceram de enterrar, esquece!!! Rsrsrsrs...
Pegamos o ônibus de 23:30 no Rio e chegamos às 06:00 na Rodoviária de Ouro Preto, super cedo! Fazia um friozinho gostoso em pleno verão. Ainda não era hora do check in no Pouso da Glicínias, mas foi possível deixar nossas coisas guardadas por lá com segurança e, então, saímos para tomar um café da manhã em grande estilo! Nada como começar bem o dia - e a viagem! Partimos pro Restaurante Senhora do Rosário. Esse restaurante é de um hotel (o único 5 estrelas em OP), que fica aberto a todos e não somente aos hóspedes. Lugar muito bonito, com um café da manhã farto e delicioso.
Aberto pro café da manhã: De 7:00 às 10:00
Custo por pessoa: R$  37,00. Você paga esse valor e se serve à vontade. Tem de tudo! Bolos, pães, pão de queijo, ovos mexidos, tapiocas, sucos, cafés, achocolatados, cereais, frutas, queijos, embutidos,... Uma delícia!

De lá, muito bem alimentados, partimos para conhecer a cidade. Não temos tempo a perder! - Já cantava Renato Russo.😉Bem ali pertinho, temos a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. Belíssima! Foi a igreja que achamos mais bonita a parte externa, justamente por ter uma arquitetura arredondada, que a diferencia dos demais templos em Ouro Preto. Construída em 1715 por escravos e para os escravos. Comparada às outras igrejas, esta é bem simples. Não conseguimos entrar nesta manhã pois só funciona das 13:00 às 16:45. Fotografamos ela por fora… Vejam que linda! Essa igreja não tem taxa de visitação. Voltamos nela mais tarde, mas como na maioria das igrejas de OP, não é permitido fotografar seu interior.

Basílica Menor de Nossa Senhora do Pilar
Refazendo o caminho pro lugar onde estávamos hospedados, encontramos a Basílica de Nossa Senhora do Pilar. Belíssima! Nos deixou impressionados, de queixo caído mesmo! Foi inaugurada em 1733 apesar de não estar totalmente concluída. O templo, da forma que existe hoje, ficou pronto apenas em 1848. Em 2012, foi elevada à basílica pelo Vaticano. Considerada a segunda igreja mais rica do país, tem seu interior toda trabalhada no ouro. Há um “Q” de teatro nela, com camarotes na parte de cima, decorados com cortinas vermelhas que parecem realçar todo o dourado em volta. Dizem que foram usados mais de 400 kg de ouro! Se bem que os há alguns guias locais que desmentem essa informação, dizendo que o investimento não chega  nem à metade. Será?! De qualquer forma, é uma riqueza só!
Os detalhes são imperdíveis. No teto, há um efeito ótico da imagem do Cordeiro de Deus. Um dos braços da cruz parece se mover conforme andamos pelo templo. A porta do sacrário reúne entalhes feitos por Francisco Xavier de Brito (mestre de Aleijadinho) que reproduzem a ressurreição de Cristo.
Ficamos chocados ao ver uma imagem de São Miguel Arcanjo pisando em um escravo negro ao invés do dragão em um dos altares laterais. Essa foi a parte super desagradável da visita.

Museu de Arte Sacra - Em sua cripta, logo abaixo da Sacristia da basílica, encontramos o museu de Arte Sacra de Ouro Preto, que reúne imagens, documentos e algumas das vestimentas usadas na celebração do Santíssimo Sacramento.
Taxa de Visitação: R$ 10,00 (Vale para a Basílica + Museu de Arte Sacra).
Horário de Funcionamento: Terça a domingo, das 09:00 às 10:45 e das 12:00 às 16:45.

Casa dos Contos
Partimos, então, para o Museu Casa dos Contos.
Entrada franca e pode fotografar! (oba!)🎉🎉
Aberto das 10:00 às 17:00 / Não abre às segundas feiras.
Parada obrigatória para quem visita a cidade.
Casarão histórico - que data de 1784 - abriga um museu que conta a história da evolução do dinheiro desde o ciclo do ouro aos diferentes planos econômicos e as diversas moedas no Brasil. No subsolo, há uma senzala com objetos usados pelos escravos e objetos de tortura. Parte triste da nossa história e que nos leva à reflexão e ao forte desejo de não repetirmos as atrocidades do passado. No segundo piso, há sacadas com uma bela vista da cidade. Rendem boas fotos! Funcionários atenciosos e prontos para nos orientar.  Super recomendamos.

Nossa próxima parada foi a Praça Tiradentes - local onde se encontra um monumento ao mártir da independência cuja a cabeça foi exposta em 1792 após seu enforcamento e esquartejamento no Rio de Janeiro. A Coroa Portuguesa na época parecia bem furiosa. Após sua morte, a casa dele também foi posta abaixo e dizem que o terreno foi coberto por sal para que nada nascesse lá. A praça fica no Centro Histórico, cercada por lojas e restaurantes. Como era bem próxima ao B&B, passávamos por ela a todo instante. A foto abaixo (com essa edição maravilhosa do Rossini) foi às 6:30 da manhã quando chegamos na cidade:

Feira do Largo de Coimbra ou Feira de Pedra Sabão
Fica na Praça São Francisco, de frente para a Igreja com o mesmo nome. Vale a pena conferir e comprar alguma coisinha. É vendido artesanato em geral, incluindo artigos em pedra sabão. Funciona todos os dias, das 07:00 às 19:00.

Passeio com um grupo & guia turístico numa van:
Enquanto passeávamos pela Praça Tiradentes, fomos abordados por um guia turístico que nos ofereceu um passeio de 3 horas numa van, com o custo de R$ 40,00 por pessoa. Topamos a ideia. Estes foram os locais que visitamos:  
* Museu Casa dos Inconfidentes
Só foi possível chegar porque estávamos de van. Ir caminhando? Impossível! O museu foi inaugurado em 2010. Há muitas lendas envolvendo a casa. Fomos recepcionados por um guia do museu que nos contou que ali foi o esconderijo dos inconfidentes por anos até que foram descobertos. Não sabemos se essa informação procede. Mas gostamos de ouvir as histórias contadas por ele. Descobrimos muito sobre a cultura e história local. A casa tem um acervo de mobílias da época de Ouro Preto no século 19. SEM taxa de visitação.

* Almoço no Restaurante Sete de Ouros
Fomos levados pelo guia para almoçar neste restaurante que fica à Rua Bernardo Vasconcelos, 98. O sistema era sirva-se à vontade (incluindo sobremesa) por R$ 30,00. A comida era muito boa. Adoramos! Fica a dica.

* Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Brancos (Capela do Padre Faria)
Uma das poucas igrejas em Ouro Preto onde é permitido tirar fotos.
Sua riqueza de detalhes por dentro contrasta com a simplicidade da parte externa.
Nela há um sino que só foi tocado em 3 ocasiões: morte de Tiradentes, inauguração de Brasília e na morte de Tancredo Neves. Ainda no lado externo, encontramos a cruz papal. A cruz pontifícia possui três braços. Acredita-se que o Papa Pio VI, através de três bulas, concedia privilégios e graças à capela, motivo da construção da cruz. A cruz data de 1756 e é esculpida em arenito.
Taxa de visitação R$ 3,00.



* Igreja Matriz de Santa Efigênia
Data de 1785. Dizem que foi construída pelo escravo alforriado Chico Rei e sua tribo, com o ouro retirado da Mina da Encardideira. Na pintura do forro da capela-mor, é possível observar a figura de um Papa negro. A imagem de Nossa Senhora do Rosário, em pedra-sabão, é atribuída ao Aleijadinho. Expressivos elementos simbólicos da cultura negra podem ser observados nas talhas em madeira, sobretudo no altar-mor, representando conchas, caramujos, chifres e outros elementos da religiosidade africana. Vale a pena a visita! Taxa de visitação R$ 5,00.

* Mina do Palácio Velho
É uma mina pequena comparada à Mina da Passagem em Mariana, que fomos num outro dia. Mas valeu a visita! Trata-se de um conjunto de galerias subterrâneas incrustado ao pé da encosta da serra de Ouro Preto, a afamada mina da 'Encardideira', uma das mais produtivas das Minas Gerais do século XVIII. Visita guiada e bem interessante. Nos foi cobrado R$ 15,00 por pessoa.

* Loja de Pedra Sabão e Artesanatos - Imperial Gemas e Artesanatos
É uma loja de artesanato que vende todos aqueles produtos de pedra sabão que você vê nas feirinhas, além de esculturas em madeira, fontes em diferentes tipos, materiais e tamanhos,  estátuas… todas as quinquilharias que você pode imaginar. Não nos empolgamos muito em comprar algo, pois já estávamos cansados, além de ser o nosso primeiro dia em Ouro Preto e queríamos ver mais coisas antes de sair comprando.

*Ponte dos Suspiros
O nosso guia fanfarrão veio com uma historinha que iríamos conhecer a Ponte dos Suspiros, e que igual a ela só havia uma outra em Veneza. Rsrsrsrsrsrs… Caô! Há Pontes dos Suspiros em outros lugares do mundo, tipo as que conhecemos Cambridge e Oxford (Inglaterra). Ele nos contou que era o local onde Marília e Dirceu (Maria Dorotéia e Tomás Antonio Gonzaga) se encontravam secretamente. Da ponte, podemos ver uma igreja bem grande e famosa, Igreja de Nossa Senhora da Conceição, onde Aleijadinho está sepultado. Mas infelizmente está fechada há bastante tempo para reforma.


*Mirante do Morro São Sebastião
Se você é como nós dois que adora uma vista da cidade bem do alto, trate de incluir uma subida ao Morro São Sebastião. Mais uma vez, é claro que a nossa ida até lá só foi possível porque estávamos na van do tal passeio turístico. As ladeiras que nos levam ao mirante são tão íngremes que mesmo dentro do carro, dava um baita frio na barriga. Parecia que a van ia capotar a qualquer momento. Imaginem subir tudo aquilo à pé? Mission: IMPOSSIBLE! Valeu muito a pena. Fechamos o passeio guiado com chave de ouro. A vista é realmente linda.

Villa Koa Boutique Café
E pra relaxar depois de tantas atrações, fomos ao Villa Koa Boutique Café.
Lugar super charmosinho, bem decorado, música ambiente de muito bom gosto, cardápio atrativo e atendimento eficiente e muito simpático. Pedimos uma cerveja que estava gelada no ponto e uma caipirinha de amora nota 10! Provem! De tira gosto, vale a pena também experimentar a porção de queijo minas da canastra com temperos do chef, acompanhado da geleia do dia. É de comer rezando!!! O local fica um pouco escondido mas vale a pena procurar. Costuma ter happy hour com música ao vivo à noite. Super recomendamos!
Endereço: Travessa do Arieira, 26

Jantar no Bené da Flauta
Para terminar nosso primeiro dia, decidimos jantar no Bené da Flauta. Como era dia de semana, não estava cheio. O atendimento foi atencioso, gentil e não foi demorado. O restaurante fica num casarão muito bonito, bem conservado e decorado, próximo à Igreja de São Francisco. Tem uma bela vista. Pedimos um couvert de entrada com umas pastinhas e cesta de pães. De prato principal, Fliess pediu um espaguete à carbonara e Rossini pediu um fettuccine. Estavam deliciosos e os pratos eram fartos! De sobremesa, um folheado de maçã com sorvete e bebemos uma cerveja Ouro Pretana. Preços médios. Acabamos voltando lá num fim de tarde só para um café expresso e um pot-pourri de doces mineiros. Fica a dica engordiet!

Dia 2 - BORA CONTINUAR PASSEANDO?
Resumindo:
* Igreja de Nossa Senhora do Carmo
* Museu do Oratório
* Igreja de São Francisco de Assis
* Casa da Ópera (Teatro Municipal de Ouro Preto)
* Almoço no Restaurante Fogo de Barro
* Casa de Gonzaga
* Museu da Inconfidência
* Chocolates Ouro Preto
* Rua Direita (Conde de Bobadela)
* Jantar no O Passo PizzaJazz


Igreja Nossa Senhora do Carmo
Ao lado de onde estávamos hospedados, estava a Igreja Nossa Senhora do Carmo e em anexo, o Museu do Oratório e um cemitério. A Igreja Nossa Senhora do Carmo é um clássico do estilo Rococó. Data de 1772. Foi projetada por Manuel Francisco Lisboa, e depois modificada por seu filho, Antônio Francisco de Lisboa, o famoso Aleijadinho.
É a única igreja de Minas Gerais com painéis de azulejos portugueses na capela-mor. A parte externa também é bem bonita, com gramado e palmeiras e uma vista igualmente bela.
Taxa de visitação: R$ 3,00


Museu do Oratório
O Museu do Oratório conta com uma bela exposição de arte sacra distribuída por três andares. São diversos oratórios, cada um mais lindo que o outro. E pode fotografar!
De todos os museus menores que visitamos em OP, este é o mais bem cuidado.
Tem uma lojinha com souvenirs logo na entrada. Fliess comprou um caderno cuja a capa é o desenho da portinha de um dos oratórios mais lindos de lá.
Preço R$ 5,00 inteira.



Igreja de São Francisco de Assis
Começou a ser construída em 1766, mas levou muito tempo para ser terminada. Pasmem! É considerada uma das Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo. Sua fachada foi toda projetada por Aleijadinho e o teto do seu interior, lindíssimo, foi pintado por Mestre Ataíde. O templo é uma obra de arte da dupla barroca! É a atração imperdível da cidade, aquela que não se pode perder.
Enquanto a Igreja Nossa Senhora do Rosário foi a nossa favorita pela arquitetura externa, esta nos encantou pelo o que encontramos por dentro. Poderíamos chamá-la do templo da arte barroca em Ouro Preto.
O ticket para visitação custa R$ 10,00 e também seria válido para o Museu do Aleijadinho e  para a Igreja N. S. da Conceição (se não se encontrassem fechados).

Casa da Ópera (Teatro Municipal de OP)
A Casa da Ópera é o Teatro Municipal de Ouro Preto. Fundado em 1770, foi o primeiro teatro do Brasil e declara-se o mais antigo teatro em funcionamento da América Latina. A fachada do local é "simpléééérrima"! Você não faz ideia de toda a beleza deste antigo teatro até entrar.
Incrivelmente bem conservado apesar da idade. Você se sente no século 18. Pena não ter tido nenhuma apresentação enquanto lá estávamos.
Entrada, 4,00 (inteira). Não precisamos dizer que super recomendamos, né?! 😘

Almoço no Forno de Barro
Este restaurante fica bem na Praça Tiradentes. O legal dele é que tem um preço super em conta. R$ 18,00 e você se serve à vontade (não incluindo sobremesas e bebidas). A comida é simples mas não é ruim. Fica, então, a dica para aquelas horas em que você quer gastar menos.

Casa de Gonzaga
A casa reflete a arquitetura colonial do meado do século 18. Vale a pena entrar e conhecer. É de graça e não se gasta muito tempo por lá. O local hoje funciona como Centro de Atendimento ao Turista, mas está aberto para visitação até às 18:00. Nos cômodos, é possível ver alguns objetos e móveis de época. Não deixem de visitar os jardins ao fundo e de aproveitar a bela vista das janelas do segundo andar. Rendem boas fotos da Igreja São Francisco e da feira de pedra sabão. Tomás António Gonzaga foi poeta, conhecido por sua obra Marília de Dirceu, que não explicitamente retrata o seu romance com Maria Dorotéia. Também foi inconfidente e preso em 1789 por fazer parte do grupo que lutava pela Inconfidência Mineira. Foi exilado para Moçambique, África de onde nunca mais voltou.

Museu da Inconfidência
Não confundam com o museu que narramos do dia anterior (Museu Casa dos Inconfidentes). Este aqui chama-se Museu da Inconfidência e está na Praça Tiradentes. Não tem como não vê-lo. Para alguns (leia-se Rossini), a bela e imponente arquitetura do prédio lembra a de uma igreja. Na verdade, o local foi a antiga Casa da Câmara e Cadeia de Vila Rica (Lembrem que Vila Rica era como se chamava Ouro Preto). Sua construção data de 1846. O museu em si foi inaugurado em 1944, em homenagem à Inconfidência Mineira. Seu acervo reúne objetos e importantes documentos,, mobiliário e utensílios portugueses de época, retratos imperiais e reais. Em sala especial, o Panteão dos Inconfidentes, encontram-se os restos mortais dos inconfidentes. Tiradentes é representado pela bandeira “Libertas Quae Sera Tamen” (Liberdade Ainda Que Tardia), já que seu corpo foi esquartejado e nunca ninguém fez questão de juntar os pedaços para a posteridade, tamanho era o medo da ira da Coroa Portuguesa na época. No andar superior, encontramos uma expressiva coleção de arte sacra dos séculos XVIII e XIX. Duas salas são dedicadas a esculturas de Aleijadinho e pinturas do Mestre Ataíde. É outra atração imperdível da cidade.
Taxa de visitação: R$ 10,00 (inteira).

E vocês acharam que já estávamos cansados? Que nada! Dali, partimos para o Largo do Rosário, numa parte mais alta da cidade, lá onde encontra-se a Igreja N Sra do Rosário, aquela de arquitetura arredondada que tanto gostamos. Dessa vez, pegamos um táxi que nos cobrou R$ 15,00 para percorrer aproximadamente 1,5 km! #caro #taximetroemouropretojá! Na verdade, nossa intenção era conhecer o Set Palavras, um café/livraria de uns amigos da Lany (a nossa amiga querida de BH). Só que, infelizmente, o café fechou há um mês ou dois meses... Eles até avisaram no Instagram mas papamos mosca. Tristes, saímos a procura de um outro café e achamos um super fofo com uma vista linda da cidade, o Chocolates Ouro Preto à Rua Getúlio Vargas, 72.  Ambiente espaçoso, bem decorado, música ambiente de bom gosto e um cardápio engordativo de primeira. Fica a dica!

Rua Direita (Conde de Bobadela)
Voltando para o B&B, resolvemos dar uma volta pela famosa Rua Direita. Uma ladeira “responsa” (leia-se ‘íngreme’) com lojas de todos os tipos, vendendo artesanato e souvenir, muitas joalherias, vários restaurantes. Sem dúvida, o melhor lugar para diversão na cidade durante a noite, muitos restaurantes ficam abertos até bem tarde. A arquitetura colonial dos prédios foi toda preservada, o que deixa a rua ainda mais bonita e charmosa. Essas são as fotos que fizemos dela à noite:

O Passo PizzaJazz
Este foi o restaurante que escolhemos para jantar na nossa segunda noite em Ouro Preto. Ficamos receosos de ter fila por conta das outras avaliações que tínhamos lido. Apesar de ser a segunda semana de janeiro, Ouro Preto não estava lotada. Ainda assim, encontramos uma pequena fila na porta. Esperamos algo entre cinco a dez minutos e logo fomos chamados. Oba! A moça que nos atendeu perguntou se tínhamos preferência de ambiente. O restaurante tem alguns salões distintos, inclusive área externa. Ficamos numa varanda menor, coberta, com uma bonita vista pra Casa dos Contos e a rua da frente. Música ao vivo de qualidade, mesas com vela (bem romântico), lugar bonito e bem decorado. O atendimento foi super gentil mas não tão rápido. Pedimos um carpaccio de entrada, uma garrafa de vinho pequena, e uma pizza gigante, dividida em dois sabores: rúcula com tomate seco e uma outra com shimeji, alho poró e mascarpone #ficaadica, que estava saborosa mas infelizmente demorou um pouco pra chegar e estava morna pra fria. Uma pena... Não pedimos sobremesa pois estávamos satisfeitos, só dois cafés. Tirando a parte da pizza morna, a noite foi bem agradável e recomendamos o local.



Dia 3 - BORA PASSEAR DE TREM?
Resumindo:
* Passeio no Trem da Vale - Ouro Preto → Mariana
* Museu de Ciência & Técnica
* Momento Comprinhas
* Expressos acompanhados de Pot-Pourri de Doce da Terra no Bené da Flauta
* Jantar no Escadabaixo
Trem da Vale - Ouro Preto → Mariana
Acordamos cedo. Era dia de fazer o tão esperado passeio de trem para Mariana.
Já que estávamos viajando em alta temporada, resolvemos não arriscar de comprar os tickets do trem da Vale lá na hora. Foi a melhor coisa que fizemos. Compramos online pelo site com um mês de antecedência:
O passeio é realizado às sextas, sábados, domingos e feriados nacionais, com uma viagem pela manhã e outra de tarde. Antigamente era feito por um trem Maria Fumaça, hoje por uma locomotiva a diesel mesmo.
Você pode comprar tickets de ida e volta ou só de ida. O de ida e volta sai mais em conta. Porém, optamos pelo o de ida apenas pois na volta, pegaríamos um ônibus para nos deixar na Mina da Passagem, outro passeio incrível. Infelizmente, neste dia, a mina estava fechada por conta de uma gravação da Globo. Tivemos que voltar no dia seguinte pela manhã.
Você pode escolher entre o vagão convencional ou o panorâmico. Só há um vagão panorâmico, o último. Os preços são diferentes, é claro! Escolhemos o vagão panorâmico que tem as laterais todas de vidro, que nos garantem uma bela vista e a chance de tiramos belas fotos, além de ser climatizado.
Há serviço de bordo em que são vendidas bebidas alcoólicas e não alcoólicas, e quitutes,
É preciso chegar com antecedência para trocar os vouchers ou comprar os tickets. Dê preferência pelo lado DIREITO do vagão de quem vai de OP para Mariana. A vista é mais bonita! Se comprar pelo o site, fique atento! Por conta do design do vagão do site, fomos induzidos ao erro e acabamos nos confundindo e comprando do lado esquerdo. Os assentos do lado direito são os 3 e 4 / 7 e 8 / 11 e 12 e por aí vai…
A viagem dura cerca de uma hora. No vagão, há sistema de som e o locutor vai descrevendo os trechos por onde passamos, narrando fatos históricos e geográficos.  Para embarcar, é preciso apresentar seu documento de identidade. Não esqueça!

ATENÇÃO: Em breve, vamos postar um roteiro detalhado sobre o que fazer em Mariana.
Na volta para Ouro Preto, pegamos um ônibus comum, desses que andam pela cidade. A passagem custa R$ 4,50 e  o trajeto de Mariana a OP dura uns 40 minutos. Chegando em Ouro Preto, fomos à Escola de Minas para visitar o Museu de Ciência e Técnica.


Museu de Ciência e Técnica
Fica de frente para a Praça Tiradentes. O Museu foi criado em 1877, e era conhecido por Museu de Mineralogia. Em 1995, foi ampliado e passou a se chamar Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas. Hoje, possui nove setores de exposição: História Natural, Metalurgia, Siderurgia, Desenho, Topografia, Astronomia e Eletrotécnica. São mais de 30.000 peças vindas de todas as partes do mundo. É um museu realmente muito interessante. Vale a pena conhecer.
Taxa de visitação: R$ 10,00 (inteira)

Momento Comprinhas
Acreditam que não compramos nada na Feirinha de Pedra Sabão? Acabamos achando itens mais baratos nas lojinhas da Rua Direita! Pasmem! Na verdade, não queríamos nos encher de souvenirs para trazer pra casa. Compramos uma Nossa Senhora em Pedra Sabão para por em  nosso quarto, uma caneca que uma amiga nos pediu, e dois presentinhos para Dona Gaspar e Dona Nida (nossas Moms). And that’s all!

Parada pra um café e docinhos no Bené da Flauta
Acreditam que voltamos ao Bené para um expresso e docinhos?

Jantar no Escadabaixo
Quando planejamos nossa viagem a Ouro Preto, não havíamos incluído este restaurante na lista de lugares onde gostaríamos de comer. Até que um amigo, o Dan Baptista do Blog Na Cozinha Sozinho (http://www.nacozinhasozinho.com.br)  nos deu a dica. Resolvemos experimentar e foi uma grata surpresa! O restaurante fica naquela ladeira famosa da cidade, a Conde de Bobadela ou Rua Direita. O restaurante conta com três ambientes distintos: logo que você entra, tem um salão com mesas, música ao vivo no piano e guitarra. Descendo as escadas, um salão mais rústico, tipo um pub, onde podíamos ouvir rock clássico. E por último, uma área aberta com grama, mesinhas e MPB tocando ao fundo. Resolvemos jantar no pub mesmo. O cardápio é único para os três ambientes. O atendimento foi mega gentil e até que não foi muito demorado. Infelizmente, a entrada que pedimos não estava disponível no momento. Tivemos que pedir outra - essa parte foi chata! O cardápio era variado, comida gostosa e boas bebidas. Foi uma noite muito agradável. Recomendamos!


Dia 4 - Mina da Passagem

No quarto dia, acordamos cedo para conhecer a Mina da Passagem. Voltamos, então, à Mariana. Lembrem que vocês podem fazer esse passeio à Mina no mesmo dia que forem de Trem Da Vale para Mariana. Só fizemos no dia seguinte pois estava fechada para gravação de uma novela Global.
A mina é uma atração à parte. Não se tem ideia das suas dimensões descomunais até chegar lá!
São 30 km de túneis e uma área de 70 km quadrados. Claro que não podemos nos embrenhar mina a dentro, mas o que pode ser visitado já nos deixa de queixo caído.
Indo de ônibus de OP para Mariana dá uns 20 minutos de viagem. Caminhamos mais uns 2 minutos e chegamos na recepção. Lá, passamos na bilheteria e compramos os ingressos, que custam R$ 68,00. Mas professores e estudantes pagam R$40,00. Bom, né?!
Setas indicam o caminho que nos leva à aventura.
Temos que descer 315 metros de trilhos em carrinhos de mineiros que nos levam a 120 metros de profundidade. Obviamente, há um guia que nos diz tudo que devemos fazer para a nossa segurança e vai explicando como a extração do ouro era feita, contando toda a história da mina  desde o início. Ele também nos explica como identificar os diferentes tipos de minério que podem ser encontrados lá. A quantidade é impressionante! A Mina da Passagem também é visitada por mergulhadores de cavernas, já que uma grande parte dela é alagada. Mas só profissionais podem mergulhar. Dizem que é uma experiência incrível! Na volta, o guia faz uma demonstração de como o ouro era extraído manualmente, usando a bateia, lavando a terra pouco a pouco até chegar no ouro. Muito legal!
Na saída, você ainda pode escolher um pedaço de minério e levar pra casa de recordação. 😉

Então, por hoje é só, pessoal!

Em breve, novos post com dicas para Mariana e Belo Horizonte.


Beijos,

Fliess & Rossini.






3 comentários:

  1. Vanda, você é uma querida! Obrigada por compartilhar tantas dicas valiosas, Amei!!! Continue postando dicas e roteiros de novas viagens!Abraços ao Casal tao simpático !

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  2. Por favor, mais dicas!!!
    Parabéns por esse blog maravilhoso!!

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    1. Obrigada, querida.
      Em breve, vamos postar mais dicas.
      Pode deixar! Bjos

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