segunda-feira, 22 de agosto de 2016

BUENOS AIRES EM QUATRO DIAS.

Mi Buenos Aires Querido! 
Roteiro para 4 dias na capital portenha.

 A postagem de hoje é para quem quer dicas para QUATRO dias na capital Portenha.
Buenos Aires é sempre uma boa opção para quem quer ficar pela América do Sul.
No entanto, ao contrário do que muitos pensam, Buenos Aires não está lá tão “baratinha”...
O fato da desvalorização da moeda argentina - com o peso valendo hoje aproximadamente R$ 0,21 no câmbio oficial – não torna a cidade um paraíso de compras, por exemplo. Comer por lá também não está tão em conta. Para vocês terem uma ideia, um café expresso está saindo por, mais ou menos, R$10,00!!! Na nossa opinião, um absurdo! Apesar dos pesares, o passeio ainda vale a pena por outras razões e é isto que tentaremos mostrar nesse post para vocês.

CÂMBIO
Antes de iniciar as dicas do que fazer a cada dia, vamos falar antes sobre dinheiro.
Comprar pesos argentinos aqui no Brasil, NEM PENSAR! Primeiramente, pela ausência da moeda no mercado e as taxas cambiais são altíssimas! Péssimo negócio! Aborte essa ideia!
Levar Reais para trocar na Argentina também NÃO vale mais a pena.
Pesquisamos muito antes de viajar e a conclusão foi a seguinte:
  • Compre dólares aqui no Brasil e troque por pesos lá!   
  • Vejamos a seguinte simulação pela cotação de hoje (22/08/2016) do Banco de La Nación Argentina:
  • Vamos colocar um valor de R$ 1.000,00 para facilitar o cálculo.   
  • Com R$ 1.000,00 compramos US$ 301,00 aqui no Brasil (com o câmbio a R$ 3,32 por UM DÓLAR).   
  • Com US$ 301,00, compramos $ 4.424,00 Pesos Argentinos no Banco de La Nación.   
  • Se levássemos R$ 1.000,00 para trocarmos por Pesos no mesmo Banco de La Nación, só conseguiríamos comprar $ 3.700,00 Pesos argentinos. 
  • Uma diferença de 724,00 Pesos Argentinos!!! Fique atento.
Há uma agência do Banco de La Nación no aeroporto de Ezeiza, logo que sair da área de desembarque, retornando pelo lado direito até o final. Não tem erro! Prepare-se para encarar uma fila. Há quem goste de se arriscar e trocar as moedas no câmbio negro. Na Rua Florida, por exemplo, não vão faltar pessoas oferecendo. Bem, aí é por sua conta e risco!
Há uma casa oficial de câmbio na Rua Florida, na altura do número 580. As taxas são equivalentes as do Banco de La Nación. Nesta, dê preferência a trocar notas de 50 ou 100 dólares ao invés de notas de 20. Eles oferecem taxas melhores para notas maiores. Regras da casa. Então, não esqueça a super dica: Compre Dólares aqui no Brasil e troque por Pesos lá!

ONDE FICAR
Dessa vez, resolvemos experimentar o Airbnb. Baixamos o aplicativo pro nosso celular e fomos à procura de um lugar para ficar. Você encontra de tudo neste app / site: casas ou apartamentos inteiros para alugar ou simplesmente um quarto. Os preços de muitos nos pareceram bem mais atrativos que dos hotéis mais baratos que pesquisamos.


Escolhemos alugar um quarto num apartamento simples no coração de San Telmo, bairro tradicional, muito bem centralizado e conhecido como o bairro boêmio da cidade. Nele encontram-se muitos antiquários e os tradicionais cafés argentinos. Para terem uma ideia, era possível irmos à pé para o banco com a Mafalda, Casa Rosada, Plaza de Mayo, Catedral Metropolitana, Puerto Madero, Rua Florida, e com acesso fácil à várias linhas de metrô e ônibus que nos levavam à outras partes da cidade. Sem contar que a dona do apartamento era extremamente gentil, simpática, nos deixava muito à vontade, com total liberdade e nos dava várias dicas. Foi uma experiência maravilhosa! Daqui pra frente, chega de hotel!
Como já falamos antes em um dos nossos posts, de uma maneira geral, a escolha de onde se hospedar é fundamental. Dê preferência a lugares centralizados, mais próximos aos pontos turísticos e/ou próximos aos transportes coletivos.

DO AEROPORTO AO CENTRO DE BUENOS AIRES
Existem várias maneiras de ir do aeroporto de Ezeiza ao centro de Buenos Aires, desde ônibus comum a ônibus mais sofisticados e táxis.
Há a empresa Tienda Leon que oferece um ônibus (estilo frescão) até o Terminal Puerto Madero por 190,00 Pesos Argentinos. É uma boa opção se você está sozinho.
Mais informações, ver o site: www.tiendaleon.com

Já que éramos dois, resolvemos pegar um taxi pela empresa Taxi Ezeiza, que tem um stand no saguão do aeroporto logo que você desembarca.
Os preços do aeroporto até o centro de Buenos Aires foram o seguinte:
40 DÓLARES / 165 REAIS / 580 PESOS.
A volta tem desconto se você deixar agendado com 24 horas de antecedência:
33 DÓLARES / 137 REAIS / 480 PESOS.
Você escolhe em que moeda quer pagar. Esses são valores pagos em agosto de 2016.
Mais informações, ver o site: www.taxiezeiza.com.ar

TARJETA SUBE
Para se locomover por Buenos Aires de transporte púbico, você precisará do cartão SUBE, que seria o nosso “bilhete único”. A diferença é que aqui ainda se aceita dinheiro nos transportes coletivos. Em Buenos, como em Londres (onde temos o Oyster Card), apenas o cartão é aceito.
Adquira e carregue o seu SUBE em “kioskos”, lotéricas e estações de metrô.
Um cartão zerado custa 40,00 Pesos.


TÁXI ARGENTINO
Andar por Buenos Aires de táxi também pode ser uma outra boa opção. Na verdade, é possível conhecer vários pontos turísticos à pé mesmo e/ou usando os transportes públicos. No entanto, os táxis caem como uma luva quando temos pouco tempo e queremos nos deslocar mais rapidamente, além de não serem caros. Sempre ouvimos para ter cuidado com os taxistas argentinos e toda aquela história de circulação de notas falsas e tal. Sinceramente, não tivemos problema algum. A nossa dica é: pague em Pesos e com notas menores.

CARREFOUR EXPRESS
Encontramos alguns Carrefours Express espalhados pela cidade. Como mencionamos no início do post, a comida está cara por lá. Uma sugestão é economizar em alguma refeição. Foi o que fizemos! Compramos pão, frios e suco no mercado e tomávamos café da manhã em casa. Fica a dica.

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PRIMEIRO DIA:
Trate de calçar algo bem confortável. Vamos caminhar bastante no nosso primeiro dia na capital Portenha! A programação é intensa e extensa e requer disposição. Acordamos cedo para aproveitar ao máximo!

MAFALDA - Como já mencionamos, estávamos hospedados em San Telmo, bairro onde encontramos a Mafalda – a famosa personagem dos quadrinhos argentinos. Uma versão mais politizada da nossa querida “Mônica” do Mauricio de Souza. Acordamos cedo e nosso primeiro passeio foi até ela. O banco com a Mafalda e dois outros personagens estava a apenas três quadras de nós, na esquina da Defensa com a Chile. Foi tranquilo tirar fotos com Mafalda às 10:00 da manhã de um dia de semana. No domingo, quando acontece a feira de San Telmo, encontramos uma fila enorme! Fica inviável.


CONVENTO DE SÃO DOMINGO - Continuamos subindo a Defensa e nossa segunda parada foi no Convento de Santo Domingo (esquina com Belgrano). É um templo católico de meados do século 18. Essa igreja é de grande importância histórica pois foi palco de importantes acontecimentos quando os britânicos tentaram tomar Buenos Aires em 1807.


BASÍLICA DE SAN FRANCISCO - Mais à frente, é possível encontrar a Basílica de San Francisco (esquina com Adolfo Alsina). É uma bela igreja que também vale a visita. Estilo Neo barroco e construção do século 18. Está atualmente passando por reformas por conta do reboco do teto que caiu. Tiramos fotos dela por fora e a parte de dentro foi fotografada pelos vitrais da porta principal. Uma pena não termos entrado.


LIBRERÍA DE ÁVILA - Seguindo a caminhada matinal, aproveitando que está na Adolfo Alsina, vá até o número 500 e conheça uma livraria pequena, super fofa, no estilo sebo, chamada La Librería de Ávila. Originalmente, tinha outro nome: Librería del Colegio. No local, foi fundada a primeira livraria de Buenos Aires em 1785. Nela, você encontra livros novos e antigos. Se gosta de livros como nós, vale a pena a vista.


CATEDRAL METROPOLITANA - Da livraria, seguimos andando até a Plaza de Mayo. De frente para a famosa praça, temos a Catedral Metropolitana de Buenos Aires – lindíssima! A parte arquitetônica externa mal lembra uma igreja, e sim um museu, um palácio ou outro prédio público. Ao entrar, nos deparamos com uma catedral muito bonita, com imagens sacras igualmente belas e bem conservadas. Há sempre muitos turistas visitando. Ainda assim, não é barulhenta. As pessoas realmente respeitam o local. É um lugar imperdível!


PLAZA DE MAYO & CASA ROSADA - Ao deixar a Catedral, foi só atravessar a rua e já estávamos na Plaza de Mayo de frente para Casa Rosada, onde manifestantes se reuniam com cartazes e bandeiras para o início de um protesto que duraria o dia inteiro. Apesar disso, estava tudo tranquilo. Há dançarinos de tango se oferecendo para tirar fotos com os turistas em poses “tango-eróticas”... Rsrsrsrsrs... Não se iludam! Eles vão te pedir dinheiro no final da sessão fotográfica. Ah, vão!


RUA FLORIDA & GALERIAS PACÍFICO - Próxima parada: Galerías Pacífico na Rua Florida (esquina com Córdoba). É um shopping lindíssimo com afrescos na cúpula - que são um show à parte. A arquitetura externa é também muito bonita. Por dentro, há várias lojas de marcas famosas (e preços salgados). Logo na entrada, há um stand da Havanna, onde você pode parar para tomar um delicioso chocolate quente, comprar alfajores, havannetes, doce de leite e outras delícias argentinas.
Já que estamos por aqui, vamos falar da Rua Florida, conhecida por ser a rua de compras de Buenos Aires. São centenas de lojas e outras galerias vendendo de tudo, inclusive couro. Infelizmente, os preços não são muito animadores nos dias de hoje, equivalentes ao que temos no Brasil ou mais caro ainda! Então, se você está pensando em ir a Buenos Aires para fazer compras, não recomendamos. 


BÁSILICA DEL SANTISSÍMO SACRAMENTO - Esta bela basílica fica à San Martin, 1035.
Sem dúvida, uma das igrejas mais bonitas e luxuosas que encontramos em Buenos Aires. Tem um altar imponente com aplicações de ouro e prata, toda ornamentada com peças artísticas de grande valor e um órgão com cinco mil tubos, que nos deixa de boca aberta!. Lá geralmente se casam as famílias ricas portenhas. Seria a nossa Candelária. Não perca!


ALMOÇO NO RESTAURANTE EL FEDERAL -
O restaurante fica bem pertinho da Basílica, no númeo 1015 da San Martín. Paramos para almoçar lá. Tem um ambiente aconchegante. É relativamente pequeno e havia apenas um garçom atendendo, o que nos preocupou a princípio. Mas o atendimento foi muito bom! O rapaz era atencioso e gentil. Havia opções de prato principal + bebida + sobremesa ou café que custavam desde 145 à 185 pesos. Escolhemos o assado de cordeiro com batatas coradas e criolla (molho vinagrete com ervas). Estava divinoooo! Muito bom mesmo! Uma senhora simpática (que parecia ser a dona ou gerente do restaurante) veio à nossa mesa para saber se estava tudo bem e se ofereceu para tirar uma foto nossa. O prato era tão bem servido que preferimos um café (Nespresso) à sobremesa. Preços razoáveis. Está aí uma boa opção de restaurante pra vocês!.
ATENÇÃO - SERVIÇO DE MESA: Na Argentina, muitos restaurantes costumam cobrar “serviço de mesa”, que NÃO é a gorjeta. Inclusive, é uma cobrança regulamentada pelo governo e costuma ser a partir de 40 Pesos por pessoa. Esse serviço inclui uma cesta de pães com pastinhas. Mesmo que você decida não comer essa entrada, a taxa será cobrada pois a mesma existe para cobrir gastos com “mantelaria” (toalhas de mesas, guardanapos), taças, pratos, talheres,... O pagamento do serviço de mesa não significa que você está isento de pagar os 10% do garçom. Os restaurantes são obrigados a informar ao cliente no cardápio se cobra o serviço e o valor por pessoa. Fique de olho!


TEATRO COLON - Fomos ao Teatro Colon (Cerrito, 628 - próximo ao Obelisco) certos de fazer uma visita guiada, apesar de achar o preço um tanto salgado: 250 pesos / 60 reais por pessoa para uma visitação que dura um pouco mais de 30 minutos! Era uma quinta-feira e a moça da bilheteria nos avisou que a sala principal do teatro estaria totalmente no escuro porque o staff estava testando a iluminação. Nos informou que ficaria assim por toda a semana e que apenas na segunda-feira, as luzes estariam ok de novo. Acabamos desistindo por achar que não valeria a pena. A arquitetura externa do teatro é imponente e belíssima. Uma pena que não conhecemos o seu interior… Portanto, sem fotos! :(

OBELISCO - O que dizer de um obelisco??? Para o Rossini, é “um pirocão no meio do nada que simboliza porra nenhuma!!!” - Ótima definição! Mas pra ficar mais bonito, vou copiar o texto que achei na Wikipedia: “O Obelisco de Buenos Aires é um monumento histórico da cidade. Foi erguido na Praça da República, no cruzamento das avenidas Corrientes e 9 de julho, em comemoração ao quarto centenário da fundação da cidade.” Pronto! Aí vai o mosaico com nossa fotos:


MALBA - MUSEU DE ARTE LATINOAMERICANA DE BUENOS AIRES - Do Obelisco ao Malba, pegamos um táxi (trajeto que nos custou uns 60 Pesos / 15 Reais aproximadamente). O ticket custa 100 Pesos / 25 Reais por pessoa. O Malba é um museu moderno, ‘clean’ e com um acervo permanente interessante (que conta com autorretrato da Frida Khalo, o Abaporu da Tarsíla do Amaral, que veio pro Rio e está no MAR temporariamente por causa das Olimpíadas, e outras obras de grandes artistas latino-americanos) e exibições itinerantes, como a ‘Dream Come True’ da Yoko Ono. O museu não é grande. Vimos tudo em menos de duas horas. É uma boa pedida!
Endereço: Av. Pres. Figueroa Alcorta, 3415.
Horário de funcionamento: 12:00 às 20:00 (Quarta-feira até às 21:00).
Atenção: NÃO abre às terças-feiras.


PLAZA SAN MARTÍN - TORRE MONUMENTAL - MONUMENTO A LOS CAÍDOS -
Do Malba à Plaza de San Martín, pegamos outro táxi. Aqui, matamos três coelhos com uma cajadada só! Da Plaza de San Martín, podemos ver a Torre Monumental, também conhecida como Torre Inglesa pois foi construída pelos Britânicos em 1916. Muito bonita. Na mesma praça, encontramos o Monumento aos mortos da Guerra das Malvinas.


HARD ROCK CAFE - Não é segredo que Fliess & Rossini “colecionam HRCs”! Esta foi a 4ª de Rossini e Fliess já conta com 9! Hard Rock Café fica à Av. Pueyrredón, 2501 no Buenos Aires Design. Perfeita para quem gosta de todo aquele clima rock and roll, boa comida, bons drinks, atendimento nota 10. Pedimos aqueles nachos deliciosos com queijo, carne, jalapeño, que tanto amamos. Fliess bebeu um Strawberry Daikiri e Antonio tomou uma coca cola pois estava terminando o antibiótico. #tadinho. De sobremesa, um Hot Fudge Brownie - só pra variar…rsrsrs... Noite maravilhosa!


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SEGUNDO DIA
O segundo dia é um pouco menos movimentado, mas ainda assim, prepare-se para fazer e conhecer muitas coisas. Vamos lá, então?

CAFÉ TORTONI - A dona do apartamento onde ficamos hospedados nos recomendou ir ao Café Tortoni para um café da manhã e não para o lanche da tarde. Maria nos explicou que os turistas vão muito lá à tarde e o local fica cheio e com atendimento ruim. E foi o que fizemos! Ao chegar, encontramos uma fila na porta que, felizmente, andava bem rápido e logo já estávamos do lado de dentro, sentadinhos, prontos para fazer nosso pedido. O local é histórico, charmoso e muito bonito. O serviço também é bom. Pedimos um Café da Manhã Continetal: café com leite, torradas, manteiga, geléia, doce de leite e suco de laranja. De puro olho grande, acrescentamos ao pedido, dois croisasants com queijo e presunto. Foi um super café da manhã que nos valeu para quase um dia inteiro de pança forrada! Preços acessíveis.


EL ATENEO GRAND SPLENDID - Pense numa livraria grande. Agora, imagine um teatro esplendoroso. Junte os dois e você terá a livraria El Ateneo Grand Splendid, que fica à Av. Santa Fé, 1860. Já foi considerada pelo jornal britânico, The Guardian, a segunda livraria mais bonita do mundo, só perdendo para uma outra na Holanda. Os balcões do têrreo são agora charmosas áreas de leitura. Há também um café no espaço onde antes era o palco do teatro, com direito à cortina vermelha de veludo e tudo! Onde eram poltronas confortáveis, temos agora estantes e mais estantes de livros. São diversos títulos, inclusive infantis. Imperdível!
Vejam as nossas fotos e tenham uma ligeira ideia do que acabamos de retratar.
Metrô: Linha D (verde), descer na Estação Callao.


RECOLETA - O bairro da Recoleta é uma graça. Aos sábados, encontramos uma grande feira de artesanato, onde você acha de tudo. Na praça, há algumas cabines telefônicas vermelhinhas como as de Londres. Lá, também estão o shopping Buenos Aires Design, a Basílica de Nossa Senhora do Pilar, o Cemitério da Recoleta, vários restaurantes, cafés, lojas e uma área verde para relaxar num dia de sol. Aproveitem!


CEMITÉRIO DA RECOLETA - Sabemos que é estranho, pra muita gente, visitar um cemitério. O cemitério da Recoleta fica ao lado da Basílica de Nossa Senhora do Pilar. É repleto de mausoléus que compõem uma arquitetura belíssima, e que pode fazer a visita valer a pena. É bem verdade que o cemitério poderia estar mais bem conservado. Um tour rápido de aproximadamente meia hora é mais do que suficiente. Evita Perón está enterrada ali numa sepultura simples, que pertencia à sua família.


FLORÁLIS GENÉRICA (A FLOR) - A Florális genérica é uma escultura metálica em forma de flor, situada na Plaza de las Naciones Unidas, entre a Avenida Figueroa Alcorta e Austria, no bairro Recoleta. Ela fica bem no meio de um parque, onde pessoas aproveitam para deitar na grama e pegar um sol. O interessante desta flor é o sistema elétrico que a faz funcionar como uma flor de verdade. Suas pétalas se abrem pela manhã e se fecham ao pôr do sol, até ficar completamente fechada durante a noite. É uma atração 0800. É só entrar no parque e admirar a obra de arte de metal.

JARDIM JAPONÊS - Partiu Palermo! Vamos começar pelo lindo Jardín Japonés, que fica no Parque Tres de Febrero, no bairro de Palermo. Foi inaugurado em 1967 quando o Imperador Japonês Akihito (então, príncipe-herdeiro) visitava a Argentina. O jardim é muito bonito, mas deve ser ainda mais bonito na primavera e no verão quando as flores desabrocham!
Acho que nossas fotos abaixo podem mostrar um pouco da beleza deste lugar.
Há um restaurante no jardim, caso esteja com fome.
Tickets por 70 Pesos / 17 Reais por pessoa.
Aberto todos os dias, de 10:00 às 18:00 (incluindo sábados, domingos e feriados).


PALERMO  - A gente bem pensou em tentar entender e explicar para vocês todas essas divisões de Palermo, mas desistimos! É Palermo Viejo, Palermo Nuevo, Palermo Soho, Palermo Hollywood, Palermo Chico,... É tanto Palermo que dá um nó na cabeça! Tem outros blogs por aí onde vocês podem tentar buscar essa explicação “socio-geo-histórica”, com certeza!
Bem, começamos, então, pelo lugar onde acreditamos ser Palermo Soho. Um lugar no estilo Soho de Londres e Nova York. Uma área super cool, muito visitada, onde se encontram lojas (das mais sofisticadas às mais transadas e/ou populares), cafés, restaurantes, livrarias,... Todos os sábados e domingos, rola uma feira de roupas, acessórios e ‘otras cositas más’ na Plaza Julio Cortáza, também conhecida como Plaza Serrano. O legal é passear por suas ruas e fazer parte de todo aquele movimento e agitação.
Tínhamos em mente fazer uma parada em um café maravilhoso, chamado El Último Beso. Fomos ao endereço certinho, mas ao chegarmos lá, o café simplesmente não existia mais! Ficamos sabendo que, infelizmente, foi fechado no final do ano passado. A frustração foi tão grande que, para espairecer, saímos caminhando por Palermo Soho, sem nos preocuparmos de tirar fotos. Só curtimos mesmo… Só agora nos demos conta disso! Por isso, sem fotos do local. Mas acreditem, vale a pena conhecer.

ON TAP - Agora é a vez de Palermo Hollywood. Bora tormar uma cerva? Partimos, então, para On Tap, uma cervejaria artesanal que fica à Costa Rica, 5527. O local é pequeno e começa a encher a partir das 19:00. Se quiser sentar e curtir um ambiente mais vazio, chegue uma hora antes deste horário. Há algumas poucas mesas do lado de fora, e a galera acaba se espelhando pela rua mesmo. O atendimento é muito bacana. Nos explicaram sobre as cervejas. São 20 tipos diferentes de cervejas artesanais. Fliess tomou uma vermelha (14) Dubbel, e Rossini pediu uma loira (5) Kolsch. Mas se você não conhece as cervejas, pode fazer como nós, pedindo para provar pra escolher! Se está com fome, existem os combos por 150,00 pesos / 35,00 reais = cerveja + hambúrguer artesanal + batatas fritas. Provamos o Simple Plan. Delicioso! O serviço funciona no sistema dos pub ingleses: Pedir e pagar as cervejas no balcão e levar pra sua mesa. E quando a sua comidinha estiver pronta, a música ambiente diminui e você será chamado pelo nome com o auxílio de um megafone.


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TERCEIRO  DIA
Nosso terceiro dia foi um domingo.
Dia mais tranquilo, dia de feira e de curtir mais atrações ao ar livre.

PUERTO MADERO / FRAGATA PRESIDENTE SARMIENTO / PUENTE DE LA MUJER - Apesar de ser domimgo, de abrirmos o portão do prédio e darmos de cara com a feira de artesanato e antiguidades de San Telmo, resolvemos começar o dia passeando por Puerto Madero. É uma delícia caminhar pelo porto, ver fragatas ancoradas, cruzar a bela Puente de La Mujer. O porto é repleto de restaurantes, cafés, algumas lojas,... Mas, sem dúvida, o mais bacana é apreciar a vista e o ir e vir de pessoas. Tanto faz caminhar por lá de dia e de noite.
Próximo à Puente de La Mujer, há uma fragata que virou museu, Fragata Presidente Sarmiento. Ideal para um passeio em família. As crianças curtem bastante.
A fragata foi construída na Inglaterra em 1897. Fez viagens ao redor do mundo e se transformou no primeiro navio-escola argentino, formando vários cadetes.
Preço simbólico, $ 10,00 Pesos / $ 2,50 Reais.
Aberto todos os dias, das 10:00 às 19:00.  


FEIRA DE SAN TELMO - Depois de caminhar por Puerto Madero, fomos para a feira mais famosa de Buenos Aires: a Feira de Artesanato & Antiguidade de San Telmo, que acontece aos domingos, de 10:00 às 17:00. É uma feira extensa, na rua Defensa e que toma diversos quarteirões. Há barracas de artigos de couro, de tricô e crochê, bijoterias, bugigangas, canecas, chaveiros, estatuetas, roupas usadas (tipo brechó),... uma maravilha!!! Aproveite para comprar lembrancinhas para presentear o povo aqui no Brasil. Fliess comprou uma caneca da Mafalda por $ 80,00 Pesos / $ 20,00 Reais - quando a mais barata que havíamos encontrado até então era entre 250 e 300 pesos nas lojas. Ideal para assistir a shows de tango populares, já que um espetáculo de tango em uma casa de show Argentina  está pela hora da morte!
Há também o Mercado de San Telmo, com várias lojinhas de antiguidades (ou quinquilharia mesmo!!!). Rossini custou para convencer Fliess a não levar um Topo Gigio velho que ela encontrou por lá. Quem tem mais de 40, sabe do que se trata um Topo Gigio. Rsrsrsrs...



BAR EL FEDERAL - Tem quem confunda este bar com o restaurante El Federal que fica na Rua San Martin (próximo ao final da Florida). Já falamos sobre ele antes, no dia #1. O Bar El Federal, que data de 1864, fica em SanTelmo. Ideal para você almoçar depois de visitar a feira. O bar estava cheio. Porém, há muitos garçons e garçonetes atendendo. Então, o serviço não fica a desejar. A decoração é rústica, antiga e te faz viajar no tempo. O bar tem o famoso balcão com arco de madeira e um relógio velho no topo. Rossini pediu uma tábua de frios e Fliess quis ravioli de peito de peru com creme de champignon. Tudo gostoso! De sobremesa, pedimos o flan com doce de leite. De comer rezando! Preços justos. Recomendamos.
Endereço: Carlos Calvo, 599 (esquina com a Peru)Horário de funcionamento: Segundo os site, aberto todos os dias a partir das 08:00.

PARQUE LEZAMA - O Lezama Park é um parque público em San Telmo. Num domingo de sol, famílias aproveitam a área. Há crianças brincando, gente passeando com seus pets,... O parque é bonito e bem conservado. Fica próximo à bela Igreja Ortodoxa Russa. Vale conferir!


JOHNNY B.GOOD - Terminamos nosso domingo indo conhecer o restaurante Johnny B.Good em Puerto Madero. Lembra muito o estilo do HRC. Comida americana em um ambiente totalmente rock and roll. Logo no lobi, temos um teto cheio de guitarras e uma parede com pratos de bateria. Atendimento eficiente. Não deixem de provar as sobremesas. Pedimos um “Jackson Five”, que são cinco sobremesas servidas no restaurante em miniaturas. Uma gostosura calórica dos deuses!


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QUARTO  DIA
Devemos confessar que a essa altura  já estávamos meio cansados… Esse foi o dia “mais tranquilo”. Tranquilo e igualmente maravilhoso.

CAMINITO - Então, começamos indo ao Caminito, uma rua de Buenos Aires famosa por suas casinhas coloridas (é como nossas favelas, só que com muitas cores) situado no bairro de La Boca. Temos como ir e voltar de ônibus. O metrô não é uma opção para aqueles lados.
Por ser um bairro mais popular, existem vários centros comerciais que parecem os nossos camelódromos que vendem produtos típicos argentinos por um preço beeeem mais em conta que os praticados no centro de Buenos Aires e várias estátuas estranhas de personalidades como Maradona, Messi e o Papa para tirarmos fotografias ao lado (em alguns lugares, é necessário pagar pelas fotos, em outros elas são 0800). Proximo dali, fica o estádio do Boca Juniors, o La Bombonera. O Rossini acha o estádio horroroso e não sabe  por que as pessoas fazem tanta questão de conhecê-lo. Claro que não fomos lá. Só passamos perto. Rsrsrs…

BAR Y CAFÉ ROMA - Depois de perambularmos por La Boca, fomos ao Bar e Café Roma. Lugar simples, de decoração rústica mas com uma comida muito boa e com um preço justo. O atendimento é rápido e o rango vem quentinho, no capricho. Como ainda era cedo, pedimos apenas sucos de laranja e medialunas (o nosso croissant) com queijo e presunto cozido. Tava show!


GALERÍA GUEMES - Saímos de La Boca e fomos andar pela Rua Florida. Resolvemos ir à Galeria Guemes, que é uma galeria com várias lojas e um pequeno teatro onde acontecem shows de tango. Essa galeria é parte do primeiro arranha-céu de Buenos Aires e lá temos um mirante que dizem que tem uma vista incrível da cidade. Dizem… pois quando fomos lá era feriado e, obviamente, não estava aberto a visitação. Pena. :(

HAPPENING - Fomos jantar no Happening na nossa última noite na capital Portenha. Não é um restaurante baratinho, mas vale muito a pena conhecer! Fizemos uma reserva online, que nos rendeu um desconto no final. Os garçons são atenciosos. O restaurante é bonito, bem decorado, tem a parte interna e uma varanda coberta com uma bela vista para Puerto Madero. A comida é excelente, além da extensa carta de vinhos. Pedimos um carpaccio de carne de entrada, e de prato principal, Fliess pedi ravioli de abóbora e ricota, e Rossini escolheu o ojo de bife. Estava tudo uma delícia. Muito bom mesmo! Pedimos vinho e água.
Podemos dizer que fechamos com chave de ouro a nossa estadia em Buenos Aires.


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OS DEZ MANDAMENTOS DO QUE NÃO SE FAZER EM BUENOS AIRES:

1 - Não troque reais por pesos.
Ao invés, troque dólares por pesos.

2 - Não faça todas as suas refeições na rua.
Tome o café da manhã no hotel ou em casa.

3 - Não beba café argentino. É aguado!
Peça Nespresso, se possível. Ou chocolate quente.

4 - Se você não fala espanhol, não engane com seu portunhol.
Fale português mesmo! Fica mais bonito.

5 - Não vá para Argentina achando que é Miami na época do dólar mais em conta.
As coisas estão realmente caras por lá!
Não é um lugar para compras.

6 - Na boa, NÃO vá a aquele zoologico, o Lujan.
Além de ser longe, vive cheio e o pior de tudo:
aqueles pobres bichinhos só podem estar dopados!
Animais selvagens não se comportam daquele jeito.

7 - Não se irrite com a galera da Rua Florida te oferecendo couro, câmbio e passeios. Leve na boa! Sorria e acene. Tá ruim pra todo mundo.

8 - Não gaste muito dinheiro com pacotes turísticos.
Você mesmo pode montar seu roteiro.
Inclusive, já tem várias ideias aqui :D !

9 - Não deixe de provar as carnes e vinhos argentinos.
São maravilhosos!

10 - Não acredite na rivalidade entre brasileiros e argentinos.
Ela só existe no futebol.
Fomos muito bem recebidos e tratados na Capital Portenha.
Retribua a hospitalidade com a já conhecida simpatia do povo brasileiro.

E DIVIRTA-SE!!!

Esperamos que tenham gostado desta postagem. 
Recomende aos amigos que vão viajar pra lá.
Na próxima postagem, vai ser a vez do Uruguai.
Teremos UM DIA INTEIRINHO EM COLONIA DEL SACRAMENTO.
Aguardem!!!

Beijos,

Fliess & Rossini.