terça-feira, 29 de setembro de 2015

RIO: DOMINGO DE PRIMAVERA NO CORAÇÃO DA CIDADE

(Todas as fotos deste post foram tiradas por Rossini ou Fliess)
Olá, pessoal! E aqui estamos mais uma vez.
Havíamos prometido que a segunda postagem seria sobre um dia em Cambridge, uma das cidades universitárias mais famosas do Reino Unido, ou melhor, do MUNDO! Porém, no último domingo, out of the blue, bolamos um passeio para um dia inteiro! E adivinhem pra onde?! Aqui mesmo na Cidade Maravilhosa - um domingo pelo Centro Histórico do Rio de Janeiro. E daí, não resistimos! A gente tinha que dividir essa experiência (logo que possível) no “O Blog de Nós 2”.

A grande verdade é que, na maioria das vezes, reclamamos que não temos muitas opções. Ou se temos, acabamos por fazer os mesmos programas no fim de semana: praia – no mesmo posto de sempre, aquele shopping de estimação, o barzinho de costume onde conhecemos todos os garçons por nome e sobrenome. Gente, moramos no RJ! Hellooo!!! O que não faltam são opções. É só saber procurar. E foi o que fizemos neste fim de semana.

Bora pro roteiro, então, que vamos intitular: “Domingo de Primavera no Coração da Cidade”. Importante lembrá-los que todas as fotos lindas (não somos nada modestos!) que vocês virão por aqui são, como sempre, nossas.
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Domingo de Primavera no Coração da Cidade
Começamos o dia, rezando! Isso aí: Missa Dominical no Mosteiro de São Bento, fundado em 1590. A igreja do Mosteiro chama-se, na verdade, Igreja de Nossa Senhora de Montserrat e foi construída em 1671. Recentemente passou por uma delicada restauração, que durou um pouco mais de um ano. Foi reaberta no dia 11 de julho de 2015. Teríamos ido se não fosse o dia do nosso casamento. Sim, somos devotos de São Bento e, coincidentemente, nos casamos nesta data.
Ownnnnn... #momentoromântico da postagem. <3
Independentemente da sua religião, ateísmo ou agnosticismo, a visita vale super a pena pelo lado histórico e cultural. Afinal, estamos falando de uma construção de mais de 300 anos, sem contar a exuberante beleza do templo que deixa todos de boca aberta! 
E para completar, ainda rola canto gregoriano. Lindíssimo!
A Missa com canto gregoriano acontece sempre aos domingos, às 10:00 da manhã.
Não precisa nem dizer que a entrada é franca.
O Mosteiro fica à Rua Don Gerardo, 68 – na Praça Mauá.

Vamos agora ao Museu Naval comprar os tickets para o passeio de escuna à Ilha Fiscal. Mas já que é caminho, que tal dar uma paradinha no CCBB? Está acontecendo uma exposição chamada “My City” do artista contemporâneo chinês Song Dong, que se resume à uma instalação feita por várias portas e janelas coloridas, tapetes, lustres e espelhos. O visual é incrível e nos renderam boas fotos. Não gastamos nem meia hora lá.
O CCBB fica à Rua Primeiro de Março, 66 (próximo à Candelária).
Entrada ??? $$$ - FRANCA! Porque a gente adora um “0800” ;)
ATENÇÃO: O CCBB só NÃO abre às terças-feiras.
Ainda pelo mesmo caminho, passamos pelo Arco do Teles que liga a Travessa do Comércio (local onde morou Carmen Miranda antes da fama, é claro!) e a Praça XV. O Arco dá acesso à vielas repletas de bares e restaurantes. O local faz parte do patrimônio histórico e cultural da cidade do Rio.
Chegando ao Museu Naval, compramos finalmente os bilhetes para o passeio de barco à Ilha Fiscal.
ATENCÃO: O passeio marítimo acontece apenas de quinta-feira a domingo. Os bilhetes são comprados na cantina do Museu e custam R$ 25,00 (ida e volta). Aproveitamos e fizemos um lanchinho. Os salgadinhos de lá são muito bons, diga-se de passagem. Enquanto aguardávamos o passeio das 14:00, uma senhora (chamada Maria Rosa ou Rosa Maria) super simpática e animada, com microfone à la Madonna, nos convidou para uma visitação guiada de aproximadamente 20 minutos pelo Museu. Foi uma baita aula de história, super divertida. Tivemos que parabenizá-la ao final.
O Museu Naval é um prédio amarelo à Rua Dom Manuel, esquina com a Rua São José na Praça XV.
A entrada pro Museu Naval também é grátis, incluindo a visitação guiada com a tal senhorinha mega fofa - que dá vontade de levar pra casa ou melhor, pra escola do nosso filho! Rsrsrsrs...
Às 14:00, um “cabo/sargento/suboficial/oficial/sabe-se lá o que” da Marinha vem chamar o grupo e nos leva à escuna que fica atracada no Espaço Cultural da Marinha. De lá, partimos para a Ilha Fiscal. Um passeio de aproximadamente dez minutos pela Baía-imunda-de Guanabara, cuja vista compensa toda a poluição traduzida em garrafas pet, pratinhos de isopor, havainas, tênis, bola... É de dar dó! Mas ao chegar na Ilha, você logo abstrai todo aquele lixo flutuante visto durante o percurso e se encanta com o local. A visitação pela Ilha Fiscal também é guiada.
A história da Ilha Fiscal é marcada pelo conhecido evento chamado “Último Baile do Império”. Aliás, engana-se quem pensa que o Castelinho verde era sede de vários bailes da corte portuguesa. A festa para duas mil pessoas (imagina a muvuca!!!) foi única e aconteceu logo após a inauguração da ilha como posto fiscal alfandegário. No entanto, seis dias depois do baile, foi proclamada a República. Da ilha, você tem uma vista linda para a ponte Rio-Niterói, pro aeroporto Santos Dumont e pro Pão de Açúcar. O Castelinho está muito bem conservado (parte interna e externa) e decorado com mobílias da época. O passeio todo dura por volta de uma hora e meia e rende belas fotos. Legal mencionar que quando o tempo está ruim para navegação, os passeios à ilha são feitos por vans e micro-ônibus.
Lá pelas 16:00, de volta ao continente e famintos, decidimos procurar um lugar para almoçar. Missão complicada para um domingo no centro da cidade, onde a maioria esmagadora dos restaurantes e lanchonetes está fechada! Lembramos, então, de um restaurante que vimos aberto na Praça Mauá e resolvemos  tentar a sorte! E não é que foi uma boa pedida! O restaurante é muito lindinho, com uma decoração fofa (Vanda falando... Rsrsrsrs...) e super bem transada (a gente entregando a idade agora com essa expressão... Rsrsrsrs...) e com um menu atrativo.
Ah! Já íamos esquecendo de falar o nome do restaurante: MIRONGA.
O Mironga fica à Av. Rio Branco, 19 (esquina com a Rua Dom Gerardo – que é a rua do Mosteiro – coladinho à Praça Mauá). Fica aberto aos domingos das 12:00 às 17:00.
Pratos do dia saindo por R$ 45,00 (porção individual).
                                   [Essa foto NÃO é nossa, mas a de capa da página do FB do Mironga]

Ao sair do restaurante, com as forças revigoradas, decidimos dar um pulo na Praça Mauá e ver como ficaram as coisas por lá depois da derrubada da Perimetral e da super reforma. Encantador! Tudo novinho, limpo e seguro. Encontramos carros da polícia militar e da guarda municipal. Era gente passeando, tirando fotos, crianças brincando e andando de bicicleta, jovens skatistas,... Dava até gosto de ser carioca. O Museu do Amanhã está quase pronto e apresenta uma arquitetura fo#@ que, segundo um amigo nosso, mais parece o reator da USS Enterprise.
O letreiro gigante #cidadeolimpica no meio da praça é uma atração à parte.
Para finalizar, fomos ao MAR (Museu de Arte do Rio) que fica bem ali. Mas como já passava das 17:00, as bilheterias já estavam fechadas. A nossa intenção era aproveitar a gratuidade do último domingo do mês e irmos até ao terraço do Museu para fazer algumas fotos lá de cima. Infelizmente, não rolou. Aproveitamos, então, para visitar a lojinha cheia de objetos de decoração, ir ao banheiro e dar uma carga nos celulares nas tomadas das pilastras do pátio.
And last but not least, ao anoitecer, ainda teve foto da super lua que se preparava para o eclipse mais tarde. E assim termina o nosso “Domingo de Primavera no Coração da Cidade”.
E não esqueçam: O Rio não é apenas praia, shopping, samba e futebol.
E que venham outros passeios pra gente postar por aqui. E se ninguém ler ou curtir, no biggie! Estar juntos por aí e escrever as nossas aventuras já vale muito, muito a pena! :)

Até a próxima, galera! :))