terça-feira, 17 de outubro de 2017

PAQUETÁ - UM DIA INTEIRO NA ILHA DA MORENINHA.


Fazia muiiiito tempo (e bota tempo nisso!!!) que não íamos à Paquetá.
Para terem uma ideia, Rossini lembra ter estado por lá pela última vez há 40 anos! Fliess acredita ter visitado a ilha no início da adolescência, ou seja, umas três décadas atrás. Para sermos honestos, as lembranças da ilha, infelizmente, não eram as melhores! Um local cheio de gente, muita “farofada”, um tanto quanto sujo e mal cuidado. Contudo, de uns tempos pra cá, ficamos sabendo que a área estava passando por um momento de revitalização sócio-cultural, na qual a prefeitura da cidade do Rio pretendia resgatar a “Pérola da Guanabara” como ponto turístico. Isso mesmo, falamos Prefeitura do Rio! Muitos pensam que a ilha é um município à parte. Na verdade, Paquetá é um outro bairro da Cidade Maravilhosa. O DDD, inclusive, é o mesmo: 21.
Pesquisamos vários sites, vimos fotos recentes e lemos críticas positivas. Nos animamos, e nesta última sexta-feira 13, "partimos Paquetá"! Apesar da data, que para os supersticiosos de plantão significa má sorte, até que fomos bem afortunados com o nosso passeio. O lugar está realmente uma belezura agora... Olhem só!


* Primeira dica: Se possível, vá à Paquetá num dia de semana. Aos sábados, domingos e feriados, a ilha costuma ficar mais cheia. Fomos na sexta depois do feriado de 12 de outubro, e foi bem tranquilo. Nem precisa dizer que tem que ser um dia de sol, não é mesmo?! Paquetá com chuva, nem pensar!


* Segunda dica: Apesar de haver lugar para se hospedar, um dia inteiro é mais do que suficiente! No entanto, cheguem pela manhã, de preferência, antes das 10:00 e retorne só depois do pôr do sol. Para ir à Paquetá, vocês precisarão pegar uma barca na Praça XV, centro do Rio.

Aqui estão os horários de ida e volta:



O trajeto leva de 50 a 70 minutos, dependendo da barca que a gente pega.
Atualmente - outubro de 2017 - o valor do ticket é de R$ 5,00 no Bilhete Único, e R$ 5,90 se comprado na bilheteria. O passeio de barca em si já é bem legal. Passamos por baixo do vão central da Ponte Rio Niterói. É impressionante estar tão próximo de uma estrutura gigantesca daquela!!!



Um pouco sobre a história de Paquetá:
Paquetá passou a ficar “famosinha” pela presença constante de D. João VI na ilha a  partir de 1808.
José Bonifácio, o patriarca da independência do Brasil, também mantinha sua segunda residência por lá. Em 1833, foi preso em regime domiciliar por cinco anos e só saiu da casa para Niterói, onde então veio a falecer. Ah! Não podemos esquecer de citar a fama de Paquetá graças ao romance A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo (não, não foi José de Alencar!!!), escrito em 1844 e marcando assim o início da ficção do Romantismo Brasileiro no século 19.
Nos meados dos anos 70, também tivemos a telenovela da Globo com o mesmo nome, baseada na história do livro. A protagonista da trama, Carolina, vivida pela atriz Nívea Maria, conquistou os telespectadores do horário das 6:00.


Agora, vamos deixar aqui o passo a passo do nosso passeio à Paquetá e mais algumas fotos que, como sempre, são tiradas por nós dois, Fliess & Rossini, com muito carinho e capricho para que vocês possam também se animar a conhecer o local que visitamos.

Chegando na ilha…
O pequeno terminal das barcas de Paquetá é bem de frente para a Praça Pintor Pedro Bruno.
Pedro Bruno foi um grande pintor, cantor, poeta e paisagista brasileiro do século 20. Nascido em Paquetá, era totalmente apaixonado pela ilha. Há um busto seu no centro da praça.


Pedro Bruno é bem conhecido pela pintura de uma família tecendo a bandeira do Brasil. Esta pintura aqui! Vejam!



Ao chegarmos na praça, havia uma feirinha de artesanato e outras bugigangas. Nada demais… Tudo na ilha, na verdade, é muito simples, incluindo o comércio local. Não há carros e as ruas no geral não são asfaltadas, porém tranquilas da gente caminhar. Tudo isso, é claro, favorece um ambiente bucólico e agradável, que nos deixa felizes de estarmos longe da agitação de uma grande metrópole. A ilha toda é muito bem sinalizada. Há placas por todos os cantos mostrando a direção dos principais pontos turísticos. Não tem como se perder!


De cara, já encontramos também algumas pessoas nos oferecendo passeios turísticos, que podem ser feitos com guias naqueles carrinhos motorizados (são poucos), charretes puxadas por bicicleta, ou você também pode alugar uma bike e sair percorrendo tudo por conta própria.


Escolhemos CAMINHAR por Paquetá com nossos próprios pezinhos e sem gastar um tostão!
Aqui está um mapa da ilha para vocês se localizarem ainda melhor:




Caminhamos um pouquinho para o lado esquerdo ao sairmos do terminal de barcas, seguindo pela praia, pois da barca mesmo, avistamos o Chalé Rosa - uma casinha fofa, cor de rosa, e que serviu de filmagem para a novela “A Moreninha”, que já citamos anteriormente.




Depois, voltamos o caminho, passando mais uma vez pela praça Pintor Pedro Bruno e seguindo pela Rua dos Tamoios, sempre beirando a praia. Logo, nos deparamos com a Igreja Senhor do Bom Jesus do Monte, também conhecida apenas por Igreja de Bom Jesus do Monte. A capela foi originalmente construída em 1763. O prédio atual, no entanto, em estilo neogótico, foi construído em 1900 e desde então passou por várias reformas, das quais pouco sobrou de seu aspecto inicial. Vale a pena entrar e visitar a igreja. Vejam as fotos:




Saindo da igreja, continue sua caminhada pela orla e mais adiante, você encontrará o Caramanchão dos Tamoios. O que é um caramanchão?! É uma estrutura leve, que pode ser coberta de vegetação, construída em um lugar público, geralmente parques e jardins, que no caso aqui, é de frente pro mar e ideal para dar uma paradinha, sentar, relaxar, namorar, jogar conversa fora e tirar belas fotos... Foi o que fizemos! O Caramanchão dos Tamoios é um outro raro exemplo do paisagismo de Pedro Bruno para Paquetá. Recanto especial, onde são realizadas serestas e alguns outros eventos culturais da ilha.



Seguindo nossa caminhada pela orla da Praia dos Tamoios, encontramos um canhão bem no meio da rua. É o Canhão de Saudação a D. João VI. A peça fazia parte de um conjunto de canhões usado para saudar a chegada de D. João VI à ilha a partir de 1808, quando o Príncipe Regente passou a frequentar Paquetá. Ele costumava chamar a ilha de Ilha dos Amores.


Mais pra frente, também na Rua dos Tamoios, de frente pro n° 425, encontramos a Árvore Maria Gorda, um raro exemplo de baobá, uma árvore muito encontrada nas savanas africanas, com centenas de anos e medindo mais de 7 metros de circunferência! A Maria Gorda, junto com algumas outras árvores da ilha, foi tombada pelo Patrimônio Histórico por um decreto de 1967.
Diz a lenda que quem a abraçar e lhe fizer um carinho sincero, terá sorte eterna.



Seguindo em frente sempre pela orla, encontramos o Parque dos Tamoios. É um parque simples numa área verde um pouco maior, também de frente pro mar, com alguns brinquedos pra criançada se divertir.




Ao passar do parque, siga até a próxima rua e vire à esquerda. Siga direto para que você possa retornar a ilha pelo outro lado. Você verá a Igreja de São Roque numa praça com o mesmo nome, que foi construída em 1697. É uma pequena igreja e bem simples. A festa de São Roque acontece no dia 16 de agosto. Porém é curioso observar que apesar de São Roque ser o santo padroeiro da ilha, a igreja MATRIZ, a principal igreja católica de PAQUETÁ, é a do SENHOR BOM JESUS DO MONTE.




Depois de visitarmos rapidamente a igreja por dentro, seguimos para a Casa de Artes Paquetá. O local é um pequeno centro cultural onde acontecem diferentes eventos relacionados à cultura e arte. Vale a pena conferir a agenda deles no site da Casa. Quem sabe você não aproveita um deles enquanto estiver por lá?!
Ao chegarmos, ouvimos o som de diferentes instrumentos musicais vindo de uma das salas da casa. Eram flautas, violinos, violoncelo, clarinetes, percussão,... Nos debruçamos na janela para espiar o que acontecia lá dentro. Descobrimos que, às sextas-feiras, acontecem as aulas de música.


Ali no quintal da casa, cheio de árvores de sombras generosas, havia mesas e cadeiras. Algumas pessoas estavam por lá comendo e bebendo. Era o Arte e Gula Café, o restaurante/café da Casa de Artes. Decidimos almoçar também sob as sombras das árvores e com vista pro mar da Praia de São Roque. Já estávamos famintos depois de tanto caminhar! O menu era interessante, parecia interagir com a gente mesmo estando numa folha de papel. Mega criativo! Pedimos uma “Costelinha Danadinha”: costelinha de porco divina, bem temperada e ligeiramente picante, com um toque oriental, de traços de gengibre, shoyo, cardamomo e que veio acompanhada de farofa, arroz, saladinha e uma caponata de berinjela com cenourinha. O serviço foi rápido, até porque estava vazio naquele dia e o atendimento super simpático, gentil e atencioso. Voltaremos lá com certeza! Recomendamos que conheçam o local.



Depois de almoço delicinha e um expresso, a gente se expressa! Rsrsrsrs... Levantamos e fomos conhecer a Casa de Artes. Lugar colorido e agradável. Recomendamos a visita, também!






De barriguinha forrada, seguimos nosso caminho pelas praias da Ilha, a começar pela Praia da Moreninha, depois a Praia de José Bonifácio (aka Praia da Guarda), onde encontramos aqueles pedalinhos em forma de cisne. No iniciozinho dela, logo vemos a Ponte da Saudade e a Pedra dos Namorados.
Como tudo na Ilha de Paquetá parece estar relacionado à uma lenda, há também uma para a Ponte da Saudade. Dizem que um escravo chamado João ficava ali por horas, triste e saudoso da sua família na África, de quem fora separado para ser trazido ao Brasil. Ganhou então o apelido de João Saudade, e depois batizaram a ponte em sua homenagem.






Mais lá pra frente, a gente passa pela antiga casa de José Bonifácio, cuja história mencionamos no início do post. Estava fechada. Não sei se costuma ficar aberta à visitação pública. Acreditamos que não.



Infelizmente, como havíamos chegado em Paquetá tarde (umas 14:30), não tivemos tempo de ir conhecer o parque ecológico chamado Darke de Mattos. Por isso que no início desta postagem, recomendamos chegar cedo na Ilha para dar tempo de conhecer tudo com calma. Foi realmente uma pena não termos conhecido o parque. Vimos fotos lindas dele na Internet. Então, fica a dica! Cheguem pela manhã em Paquetá e aproveitem! De qualquer forma, fica aqui o nosso motivo para voltarmos à ilha em breve. Quem sabe nas férias de janeiro?!



Pegamos a barca de 18:30 de volta pro Rio. Estávamos muito felizes com o nosso passeio. Valeu muito a pena voltar ao local e ver que as coisas por lá melhoraram significantemente. Quando estiver de bobeira, sem nada pra fazer, considere a ideia! Vocês - como nós - podem ter uma grata surpresa!!! 
 

Beijo grande a todos e até o próximo post de O Blog de Nós 2!!!!

segunda-feira, 24 de julho de 2017

TRILHA DO MORRO DA URCA. Tudo que você precisa saber.



Ponto turístico no estilo cartão postal, o Morro da Urca e o Morro do Pão de Açúcar - ligados pelos famosos bondinhos - são parada obrigatória para quem vem ao Rio de Janeiro, ou até para moradores como nós dois, completamente apaixonados pelo Rio.
Os bondinhos estão aí há um pouco mais de cem anos. Os primeiros datam de 1912 e tinham o mesmo formato dos bondes que circulavam pelas ruas do Rio, daí o nome ‘bondinho’, e não teleférico.
Desde então, já foram três modelos. O segundo bonde é de 1972 (ano em que Fliess nasceu!) e o atual é de 2008.
O passeio, no entanto, é caro. Coisa para turista mesmo! Um adulto paga atualmente R$ 80,00 (inteira) no passeio de ida e volta aos dois morros. Imaginem o custo disso para uma família com quatro pessoas, por exemplo!!!
O que não muitos sabem é que é possível subir o Morro da Urca (o primeiro morro) por uma trilha. Sim, uma trilha! Sem guia e totalmente de graça! 0800!!!
Essa, então, será a dica de O Blog de Nós 2 no post de hoje.

O quão fácil ou difícil é a trilha?
A Trilha do Morro da Urca, na verdade, é bem tranquila. É possível encontrar adultos e crianças subindo e descendo. Para terem uma ideia, Fliess (45) & Rossini (51) (Revista Caras isso aqui agora… Hahahahaha…), ambos sedentários de carteirinha e acima do peso (momento esculacho) conseguiram fazer a trilha em meia hora. Ou seja, molezinha… A média é de 20 à 40 minutos. dependendo da sua disposição e condicionamento físico.
O início parece um pouco íngreme, mas não se assustem!
De repente, vale a pena evitar subir após dias chuvosos. Pode ficar escorregadio.
O caminho todo é muito bem marcado e sinalizado. Não tem como se perder. Em algumas partes, é até possível encontrar escadas de madeira. Em outros trechos, foram feitos alguns degraus escorados com bambus super resistentes. Há momentos em que você terá que pisar em pedras, mas nada complicado. Basta seguir com cautela.


O que pode ser encontrado pelo caminho?
Você estará adentrando em um trecho da Mata Atlântica. Pelo caminho, além da vegetação, você poderá se deparar com pássaros, borboletas, insetos (incluindo mosquitos, então, leve repelente), saguis (miquinhos), flores e árvores típicas da Mata Atlântica como o famoso Pau Brasil, ipês, jacarandás, figueiras, entre outras… Sem contar a bela vista para o mar da Praia Vermelha na Urca.

Como chegar à Trilha do Morro da Urca?
Primeiro, você precisa chegar à Praia Vermelha, na Urca. Há linhas de ônibus (partindo do centro e da zona sul da cidade) que te levam até lá.
Este aqui será seu ponto de partida:



Uma vez que estiver na Praia Vermelha, caminhe para o lado esquerdo, até o final. É pouca coisa pois a praia é bem pequena. Lá você encontrará uma placa indicando o início da Pista Cláudio Coutinho, também conhecida como Caminho do Bem-te-vi e Estrada do Costão, onde a aventura começa. Essa pista é pavimentada e usada para caminhadas e corridas. Está sempre cheia de gente indo e vindo. Do lado direito, temos a vista para o mar. Do lado esquerdo, os costões do Morro da Urca. Tudo em meio à natureza. O local é seguro, patrulhado pelas Forças Armadas. Não é permitido transitar de bicicleta, skate ou patins, e nem levar seu pet.


Um pouco mais à frente, do lado esquerdo, fique atento. Há uma placa mostrando o início da trilha:


Aqui estão algumas fotos do que vimos ao subir a Trilha do Morro da Urca:









Quando você der de cara com essa construção, sorria! Você chegou ao topo!
E o melhor de tudo: sem gastar um tostão $$$$ !!!!


E para voltar?
Para voltar, é só pegar a mesmíssima trilha - só que descendo. Ou pode pegar o bondinho de volta para a Praia Vermelha. O ticket vai custar R$25,00 (inteira) e R$12,50 (meia). Aí é contigo!



No topo do Morro da Urca
Mas não deixe de curtir o topo do Morro da Urca, com sua bela vista para a cidade do Rio de Janeiro. Logo na entrada, podemos encontrar os dois primeiros bondinhos e uma estátua de Augusto Ferreira Ramos (idealizador do caminho aéreo do Pão de Açúcar). Lá de cima, é possível contemplar o Morro do Pão de Açúcar bem pertinho da gente, a Pedra da Gávea, o Corcovado, a Baía de Guanabara, a Ponte Rio-Niterói, a praia da Urca, ou seja, um espetáculo! Há também lojinhas e lugares para comer. Então, faça como a gente, relaxe, aproveite e tire lindas fotos. Aqui estão algumas fotos que tiramos:









Esperamos que tenham gostado da dica!
Aproveitem as férias de julho e até a próxima postagem!
Beijos de Fliess & Rossini.